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quarta-feira, 20 de junho de 2012

"SOBRE MARAGOGIPINHO"


                                          Praça de Maragogipinho

Situado a 58km de Salvador(BA), o Distrito de Maragogipinho, localizado na cidade de Aratuípe – BA, próximo a Nazaré das Farinhas(a 2hs de Salvador) é um verdadeiro celeiro de artistas da cerâmicas.O distrito conta hoje com dezenas de olarias às margens do Rio Jaguaripe, fabricando diariamente, além da cerâmica utilitária e decorativa. Arte essa, que vai sendo passada de pai para filho.Uma tradição secular, que é a principal fonte de renda da comunidade, e que esteve entre os 10 classificados ao Prêmio Unesco de Artesanato para a América Latina e Caribe 2004, em que recebeu uma Menção Honrosa a de “Maior Centro Cerâmico da América Latina".

                       
Oficial


Amassador do barro
                                                          

                                                           Oficial



                                                                   Torno
                   
                         Nosso saldoso e grande artesão Marcizinho (Xau)
                                                     
Maragogipinho está inserido num processo de produção em que predomina o torno como principal instrumento de trabalho. O processo começa nas proximidades de Aratuípe, com a retirada dos blocos de barro bruto, mediante acordo com os proprietários dos terrenos dos barreiros. As peças produzidas em Maragojipinho têm altíssimo valor cultural e um grande potencial de crescimento e valorização. Cada vez mais a qualidade das peças aumenta na conquista de novos consumidores. Os objetos que apresentam em suas formas, nítidas influências indígena, africana e portuguesa têm uma variedade de tamanho e formato muito grande. Podemos encontrar objetos que medem desde 2cm a mais de 1,50m de altura.
Os grandes artesãos, ainda utilizam as rudes ferramentas de séculos a trás, como o torno de madeira movido a pé e o forno à lenha, e todos os meses modelam, decoram e queimam uma rica variedade de peças. São moringas, potes, talhas, porrões, bilhas, panelas, vasos, pratos, xícaras, tigelas, jarros, luminárias, esculturas sacras, objetos de decoração, dentre outros.


          
   

                    

                                          Brunideira e pintoras


Nesse universo de quase mil oleiros, as mulheres, salvo exceções, assumem uma função coadjuvante, sendo responsáveis pelo brunimento e pela pintura. Mantendo, em geral, uma independência entre as residências e os locais de trabalho – as olarias –, os ceramistas desse distrito de Aratuípe, já apresentam uma maior organização, mas também enfrentam grandes desafios.




                            


                                                Olaria
                                                     
                                                                 Olarias



                                   
                                                             Forno

O forno é uma construção de tijolos que conserva muito calor. Para o artesanato do barro, o equipamento é utilizado na etapa da queima das peças. A temperatura do forno para o processo pode chegar a 1.300 graus centígrado.







                           
                         
                    





                                          Rio Jaguaripe
                            
                                   
                                      A cerâmica também é levada para as feiras de caminhões


Muitos compradores das cerâmicas de Maragogipinho são os comerciantes da feira de São Joaquim – conforme o presidente da Associação, toda semana sai um saveiro tendo esse entreposto como destino. Além das muitas feiras que nossos artesões frequentam constantemente. Temos também o Instituto Mauá, maior comprador das peças feitas com tauá e tabatinga, e os turistas, oriundos, destacadamente, de Salvador, principal mercado, e também de Brasília, São Paulo , Rio de Janeiro e até para fora do país.





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